Encontro com a verdade
Nas últimas duas semanas, vivi momentos de muita angústia. Não sabia o que fazer para conter uma onda de boatos completamente absurdos que cercou o meu nome - como policial militar, meu patrimônio mais valioso, ao lado de minha família. O meu nome faz com que eu busque sempre a excelência e o caminho da Justiça. Nunca o caminho da calúnia, da difamação, da intriga, que alguns veem como solução para os eventuais problemas da PMERJ, problemas que devemos buscar resolver dentro de nossos próprios domínios, com sabedoria e paciência.
Mas na quarta-feira passada, fui convocado a encontrar-me com o comandante-geral, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, oficial que eu já conhecia pessoalmente do Instituto de Segurança Pública. Devo dizer que um ano se passou desde esse encontro, mas a expressão do oficial dava a entender que tinham se passado no mínimo cinco anos. As noites mal-dormidas, o cansaço, o estresse, são estampas do peso que a função de comandante-geral da PMERJ exerce sobre a alma de um ser humano.
E este ser humano me recebeu dignamente, disposto a ser justo. Conversamos durante seu café da manhã. Desde o primeiro minuto, não sei porquê, me senti tranquilo, apesar de pesar sobre meus ombros uma acusação grave (e mentirosa) que eu não desejaria nem ao meu pior inimigo. O comandante gostaria de ouvir da minha boca o que já tinha quase certeza, que aqueles comentários maldosos e destrutivos na internet não eram de minha autoria. Expliquei ao comandante que era conveniente para alguns que caíssem “na minha conta” aqueles crimes. A minha tranquilidade era quase mística, devo dizer: era como se o comandante-geral fosse um médium e, dotado desta habilidade, pudesse ver a verdade através dos meus olhos sem que fosse necessário o interrogatório. Sei que isto é absurdo, mas foi o sentimento que tive.
Pedi autorização ao comandante para publicar nesse blog o resultado da conversa, pois pessoas que admiro profissionalmente julgavam-me antecipadamente como culpado devido ao boato espalhado, sendo-me concedido, então. Saí do gabinete do comandante-geral mais tranquilo, agora finalmente livre das intrigas. Com aquele sentimento de que o comandante-geral viu a verdade - e esta verdade me libertou.
Sigo meu caminho.
10 de novembro de 2009 às 2:05 pm
Vir parabenizá-lo pela iniciativa de manifestar abertamente a sociedade brasileira, tratando-se da vida policial, li a respeito dos blogs em jornal publicado em SP, O Estado de São Paulo - Domingo, 01 de novembro de 2009. Trabalho numa instituição de polícia em SP e sei de perto o que o nobre oficial tenha passando, pois aqui defendemos colegas de fardas, que infelizmente submete a esse constrangimento, por simplesmente defender-se de injustas acusações etc
Abraço
Oliveira
SP